Tal dito já rendeu título de vários filmes no Brasil (país com aversão a usar a tradução literal dos títulos hollywoodianos) além de ser recorrente expressão presente em textos literários ou chamadas publicitárias. Gatos e cães, juntos ou separados, em conflito ou em harmonia, amados ou odiados, são as principais escolhas para animais de estimação.

Quase sempre, quem ama gato, odeia cachorro e vice-versa. Inclusive no mundo da publicidade e da moda, principalmente nas coleções de outono/inverno 11-12, as grandes marcas resolveram tomar seus “partidos”.

Gatos! Channel e os gatos, o mundo e os gatos. Gatos, gatos e mais gatos. Nos últimos anos o mundo foi inundado por uma avalanche de amor pelos gatos. Nada contra quem ama os felinos ou os acha fofos (o que concordo muito), mas a coisa tomou proporções estranhas e todo mundo compartilha pelo menos um vídeo de um gatinho ou um gif animado por alguma rede social UMA VEZ POR SEMANA.

Há poucos dias atrás eu e uma amiga conversávamos sobre a modinha do “everybody loves cats”, comentei que acreditava que tal paixão repentina pode estar ligada às mudanças sociais e econômicas dos últimos 3 anos: o mundo entrou em crise, muitas atitudes, costumes e gostos tiveram que mudar ou se adaptarem aos novos tempos e, nisso, inclusive o costume de ter cães como animais de estimação, se tornou algo difícil. Me explico: gatos são independentes, exigem menos de seus donos e podem se adaptar melhor a essas situações em que os donos estão focados em outras coisas, ou menos disponíveis para passear, dar atenção, mimar…

Não que as pessoas não gostem de gatos, mas a febre atual tende a diminuir e, voltando a termos tempo, carinho – e dinheiro – sobrando,  a natureza voltará ao seu equílibrio. hehehe Ok, parece frase final de filme B.

Essa volta aos bons tempos (pré-crise) fica evidente no uso de peles sintéticas (além dos cãezinhos, é claro) nas campanhas e coleções do inverno “lá de cima”.

Mulberry’s fall

Louis Vuitton

Mais cães na moda.

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